旧金山见闻:个人助理 Instinct/Muse 是当下最热话题
一篇葡语随笔称 Instinct/Muse 与「日常助理」之争是旧金山势头最猛的议题,并谈到算力瓶颈与资本流向。
algumas reflexões de sf 1/ por que você deveria vir pra cá. o que você consome de conteúdo, se bem filtrado, te entrega o zeitgeist do que tá rolando aqui. mas isso não é tudo: uma coisa é ler, compreender. outra coisa é ver no olhar de cada pessoa que tá trabalhando 100 horas por semana o que ela está vendo. parece que tem algo maior que destrava na sua cabeça. e por isso eu digo: se tiver a oportunidade, invista e venha pra cá ver um pouco disso. 2/ personal agents. nenhum assunto tem capturado mais o momentum do que Instinct/Muse e esse debate sobre o agente no dia-a-dia. uma nova interface, que age de forma proativa e fácil para você melhorar sua vida. fica claro que todos teremos personal agents. as empresas terão corporate agents. ainda não é economicamente viável, mas quem se importa? o capital de venture capital é justamente pra isso. 3/ o gargalo. um dos principais gargalos hoje é compute. os modelos já fazem descobertas incríveis, e estamos apenas começando a explorar o que acontece quando podemos dedicar ordens de magnitude maiores de compute a treinamento, raciocínio e inferência. estamos entrando na revolução agêntica, mas a infraestrutura que nos trouxe até aqui não foi construída pensando nesse workload. por exemplo, a nova infraestrutura da NVIDIA, a Vera Rubin, entrou em produção em 2026, com uma arquitetura muito mais voltada para agentes e inferência. talvez 2027 seja quando veremos o impacto real disso: modelos e agentes concebidos para operar em um regime de compute que antes simplesmente não era viável. 3.1/ onde está o capital. partindo do pressuposto de que o gargalo está no compute, uma fatia relevante da atenção está nisso. chips, semicondutores, startups focadas em energia e tudo que envolve destravar compute, memória e contexto é hoje um dos grandes focos do capital aqui. isso gera mais interesse e atenção até do que applied AI — as soluções que aplicam os modelos no dia-a-dia e dentro das empresas. deep tech é a fronteira do interesse. 4/ applied AI e o ângulo brasil. esse jogo do compute é algo que o Brasil não deve jogar. pode ter algumas pessoas fazendo isso e que vão dar certo, mas não vejo isso como algo sistêmico. o jogo do país emergente — e do Brasil — é justamente aplicar as capacidades dos modelos e conectar isso com a demanda do consumidor hoje. é fazer esse “ser” de QI elevado e disposição infinita, que consome tokens ao invés de Red Bull, gerar valor econômico de verdade. é um jogo que a China faz bem: tornar algo economicamente viável e escalável. e sinto que é justamente aí que está o grande ângulo da nossa região — inclusive foi o que Mike Krieger falou no podcast (olha o aura). talvez aqui também esteja a maior oportunidade de captura de valor. outro ponto: 86% do dinheiro de VC nos EUA foi para investimentos em AI. mas é um erro classificar AI como uma categoria. uma coisa é applied AI. outra é infraestrutura, que hoje captura uma parte relevante desse capital. -- o futuro chegou, mas ainda não foi democratizado — e ainda não é economicamente viável. mas será.